Resenha – Perfume La Vie Est Belle

Alguém me explica como eu nunca tinha feito uma resenha sobre o La Vie Est Belle? Desde o seu lançamento, em 2012, o perfume permanece no ranking dos mais vendidos no Brasil e nos Estados Unidos. Seria o efeito do sorriso de Mona Lisa estampado por sua garota-propaganda Julia Roberts? Hoje você conhece um pouco mais sobre esse perfume que tem conquistado tantos fãs por aí.

La Vie Est Belle realmente é um perfume especial. Não estou falando apenas da fragrância, mas de todo o conceito que gira em torno dessa criação. A proposta do perfume é traduzir a liberdade e a felicidade, a começar pelo seu nome La Vie Est Belle (A vida é bela). Seu frasco resgata e aperfeiçoa o projeto de 1949 do sorriso de cristal, para simbolizar a vibrante energia da mulher feliz, e acrescenta a fita de organza amarrada para caracterizar o espírito livre. É um presente para toda a trajetória da posição e imagem da mulher ao longo da história.

O perfume começa na minha pele me lembrando muito algodão-doce. Uma mistura de atalcado, doce e quente. Sabe quando você pega um pedaço e deixa derreter na boca, sentindo aquele gostinho esquentando? É exatamente essa a sensação quente no perfume. O grande pulo do gato é que esse lado quente tira completamente a possibilidade da fragrância parecer infantil, deixando-a mais envolvente e sedutora.

Conforme o perfume vai evoluindo, é possível notar que uma cremosidade bem discreta começa a se destacar e querer ser o centro das atenções. Estamos falando do pralinê belga: oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e por aí vai) caramelizadas cobertas de chocolate. Simplesmente de dar água na boca.

Obs: Podemos voltar aos velhos tempos de loucura que costumávamos ter nas resenhas? Apesar de terem propostas completamente diferentes, sempre que eu sinto o La Vie Est Belle eu penso que o Nina (Nina Ricci) é a sobrinha (por causa do pralinê) e o Flowerbomb (Viktor & Rolf) a prima (por causa do toque mais atalcado e que lembra algodão doce).

Antes que você tire conclusões precipitadas, o La Vie Est Belle não é uma bomba de glicose. Apesar de não serem as principais, existem sim toques florais e cítrico bem suaves que se mesclam junto à essas notas (=ingredientes) protagonistas e trazem um certo equilíbrio para o olfato.

Se você deseja usar o La Vie Est Belle durante o dia, recomendo que evite dias muito quentes porque esse lado mais gourmand da fragrância pode parecer um pouco enjoativo para quem não é muito formiguinha.



Camila Reis

Prazer, Camila Reis! Tenho 30 anos, carioca, administradora, empreendedora e simplesmente apaixonada pela perfumaria.

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